Combater a mutilação genital feminina

  

ESSLei Politécnico de Leiria

A Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria (ESSLei/IPLeiria) integra projeto pioneiro a nível internacional na prevenção e combate à mutilação genital feminina.

O Multi Sectorial Academic Programme to Prevent and Combat Female Genital Mutilation surge como resposta àquela que é uma prática que atinge entre 100 a 140 milhões de meninas, raparigas e mulheres por todo o mundo.

Da iniciativa fazem parte outras entidades internacionais, como a Universidade Rey Juan Carlos que é promotora e responsável do projeto, o Observatorio para la Igualdad de Género e a Fundación Wassu-UAB (Universidade Autónoma de Barcelona) em Espanha. Em Itália a representação surge através da Università Roma Tre e a Fondazione Angelo Celli per una cultura della salute. A Vrij Universitet it Brussel na Bélgica é outra das instituições que integra o projeto. Em Portugal, para além da ESSLei/IPLeiria, encontra-se envolvido nesta estrutura de combate à mutilação feminina o Centro de Estudos Internacionais-IUL.

Segundo o IPLeiria, estima-se que nos quatro países integrantes do projeto existam 80 mil mulheres, provenientes de países onde a mutilação genital feminina é prática comum, e que esta forma de violência acabe por atingir pelo menos 15 mil raparigas. A mesma fonte acrescenta que em Portugal esta forma de violência de género tem vindo a aumentar, o que levou a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género da Presidência do Conselho de Ministros a integrar o tópico no V Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género (2014-2017).

A Organização Mundial da Saúde, o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e a Unicef definem Mutilação Genital Feminina como todos os procedimentos que envolvem remoção parcial ou total dos órgãos genitais externos da mulher, ou que provoquem lesões por razões não médicas.

Neste sentido, e como forma de combate a esta prática tradicional nefasta, é preciso apostar na formação de profissionais com conhecimento adequado à área. Assim sendo o consórcio aposta na implementação de uma academia multissetorial destinada a futuros profissionais que podem vir a contactar com vítimas desta prática. A partir do próximo ano letivo, o projeto vai integrar 500 estudantes.