"É uma experiência para relembrar daqui a muitos anos"

  

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A Forum Estudante (FE) foi conhecer melhor Nuno Gomes, autor do livro "Interrail" onde conta a sua aventura, na primeira pessoa.

Nuno Gomes (NG) tinha 18 anos quando decidiu fazer um interrail pela Europa, com um amigo. A aventura começou em Sevilha e durante 19 dias, passaram por oito países: Espanha, Itália, Áustria, Alemanha, Dinamarca, Holanda, Bélgica e França. O livro que relata essa viagem e dá algumas dicas para a preparação de um Interrail já está à venda e é apresentado no próximo domingo, 2 de Fevereiro, na FNAC Colombo.

Atualmente, Nuno tem 20 anos e estuda Jornalismo Audiovisual e New Media no Intituto Restart, depois de ter tirado um Curso de Especialização Tecnológica de Turismo Náutico, na Escola Superior Náutica. Com estas formações, Nuno espera ter ferramentas para melhorar os seus “escritos de viagens”.

FE: Como é que surgiu essa ideia de fazer um interrail?

NG: A ideia do interrail surgiu um pouco antes dos 18 anos. Com 17, já pensava em querer fazer uma viagem destas pela Europa, conhecer outros países, outras cidades. E depois, quando tive condições para o fazer, tanto financeiras como ter 18 anos, a idade que toda a gente quer atingir. Depois, com um amigo, comecei a organizar e a estruturar o plano de viagem, a procurar as possíveis cidades onde pudéssemos parar.

FE: Desde início, a ideia foi ires com esse amigo ou era algo que quisesses fazer sozinho ou num grupo maior?

NG: Eu estava disposto quase a ir sozinho mas esse meu amigo também queria muito ir. Ainda tentámos ver se mais alguém queria ir mas acabámos por ir só nós os dois. Não nos arrependemos, foi bom.

FE: Como foi a preparação e a escolha dos países para o interrail?

NG: A planificação foi basicamente durante o inverno todo, antes do verão em que fizemos o interrail. Não foi uma preparação muito exausta, de vez em quando ia pesquisando sobre cidades – pelos mapas, por fotografias, ler blogs de outros que já o tinham feito.

Eu comecei a fazer um plano, que iria servir de guião. Seguimos mais ou menos esse plano mas durante a viagem é que optámos mais se ficávamos mais uma noite ou se não ficávamos. Mas tínhamos estruturado mais ou menos a que cidades iríamos. Depois, durante a viagem, foram surgindo outras circunstâncias que nos levaram a mudar de destino.

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FE: Como foi a escolha das cidades?

NG: Nós criámos o nosso itinerário, não nos guiámos em nenhum itinerário visto na internet. Esteve de acordo com os dois. Por exemplo, eu já tinha estado em Barcelona e ele não, portanto não me importei de lá passar. Depois passámos em Berlim em que eu não tinha estado mas ele já tinha estado.

FE: Como foi a reação dos vossos pais, quando lhes disseram que iam fazer uma viagem pela Europa?

NG: Teve que ser com o tempo, fomos tentando convencer e mostrando que faz parte da nossa idade ter experiências destas. Mas também já não era a primeira vez que fazíamos uma viagem juntos e, por isso, não foi difícil.

FE: Houve algum momento em que pensaram desistir, antes ou durante a viagem?

NG: Não. Durante a viagem, houve momentos em que nos sentimos cansados ou com o dinheiro a acabar, já no final da viagem mas… viajar, não há motivos para desistir. Nem houve discussões nem nada. Às vezes, quando há gente que acha que se dá bem com outra pessoa mas depois vão viajar, é completamente diferente do dia-a-dia e isso pode gerar, às vezes, barreiras.