Quando não há linhas que nos separam

  

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Ao 3.º dia de atividades na academia I Love We'18, o núcleo Limites Invisíveis, um projeto educativo ao ar livre na Casa da Mata do Choupal, mostrou como é inspirador descobrir o mundo que nos rodeia sob o olhar destemido de uma criança.

À chegada à mítica Mata Nacional do Choupal, em Coimbra, foi explicado aos 50 participantes da 3ª edição da academia I Love We que quem cursa a licenciatura em Educação Básica da Escola Superior de Educação de Coimbra tem oportunidade de aceder a um 1º ciclo de formação, que dá acesso aos mestrados profissionalizantes de habilitação para a docência (Educação de Infância e Ensino dos 1º e do 2º ciclos do Ensino Básico), mas que também terá uma oportunidade única de «poder participar em projetos pioneiros e inovadores como o Limites Invisíveis».

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«Criatividade e interdisciplinaridade são palavras-chave desta formação», explicou aos jovens oriundos de todo o país um responsável pelo curso no qual se fornecem ensinamentos clássicos, por assim dizer, ao mesmo tempo que não se descuram as novas tendências, como o recurso à tecnologia (tão usual entre as novas gerações), «pois que é preciso perspetivar novas formas de ensino». A curta apresentação do curso de Ensino Básico contou também com o testemunho da finalista Sofia, que sublinhou como mais-valia a realização de estágios em todos os semestres, a capacidade anfitriã da cidade de Coimbra e o maravilhoso contacto com as crianças».

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Foi precisamente isso que os 50 adolescentes participantes na I Love We'18 sentiram ao serem desafiados a realizar uma espécie de aventura com alguns dos meninos e meninas do núcleo Limites Invisíveis, um projeto educativo ao livre na Casa da Mata do Choupal, que funciona como complemento à oferta formal educativa, em parceria com várias instituições. Aqui, as crianças aprendem autonomia, determinação, coragem. Não têm medo ou pudor em sujarem-se, não são dependentes dos adultos para tomarem decisões ou orientarem-se, tão destemidas e curiosas que são. Deveras um magnífico trabalho em ciclos de 8 semanas ou, como agora, em regime de campo de férias, sob a batuta de Isabel Duque. Juntos, crianças e adolescentes, brincaram, foram à descoberta da natureza, recolheram materiais naturais para construir um chapéu ancestral e inventar uma estória ilustrada com esses mesmos elementos. O tempo voou e ninguém deu conta.

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