Remando todos para o mesmo lado

  

 

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«Direita, esquerda, direita, esquerda... esquerda!, esquerda!, a outra esquerda!», dito em tom cada vez mais esganiçado. Na semana da comunicação que é a I Love We foi tempo de fazê-lo praticando canoagem Rio Mondego abaixo. A tarde foi de cantorias e jogos de interpretação, nos ensaios do espetáculo a apresentar no final da semana.

Na manhã do segundo dia de programa na I Love We'18 o comando esteve por conta do curso de Desporto e Lazer. Isto porque da parte da manhã os 50 jovens participantes nesta iniciativa da ESEC – Escola Superior de Educação, em parceria com a Forum Estudante, foram convidados a descer o Rio Mondego em plena canoa.

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Com partida perto de Penacova (no açude da Carvoeira) e meta em Torres do Mondego (3 km abaixo da praia fluvial do Casal da Misarela), aqui com direito a banhos e piquenique, a comitiva nunca baixou os braços. Houve entreajuda e algumas guerras de água, houve rodopios sobre a própria canoa sempre que o lado esquerdo do remador da frente não coincidia com o lado esquerdo do de trás. É que, agora já sabemos, para virar a embarcação para um lado há que remar com a pagaia (uma espécie remo) precisamente do lado contrário.

Muito confuso? Agora imaginem mais de 25 canoas juntas, multipliquem isso vezes dois em termos de vozes de comando, somem muita aselhice e inexperiência, e um outro "rápido lento", nas palavras dos instrutores. Um passeio de quase três horas superado com distinção em termos de diversão. Com uma extensão de 18 km, o percurso efetuado passa pelo vale natural do Mondego - no meio da floresta - mirando as pequenas povoações serranas de Ronqueira, Rebordosa, Louredo, Foz do Caneiro e Casal. À chegada, alguns escaldões para recordação masoquista.

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De regresso à ESEC, os participantes da I Love We retomaram os ensaios do espetáculo a apresentar no final da semana, sob orientação dos cursos de Teatro e Educação e Estudos Musicais Aplicados. No ginásio, tanto fizeram de preguiça como de engatatões, espojaram-se no chão e deram saltos, libertaram corpos e mentes em caricatos jogos de interpretação.

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Na sala de música, mais sobriedade, pois que há que afinar mais de 20 vozes, encontrar sopranos e contraltos, seguir o maestro e o groove de cada tema, um deles muito especial para Portugal e por enquanto mais não contamos De novo a comunicação foi o diapasão da sessão.