A Way Out: Aqui só se joga aos pares

  

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Com lançamento marcado para 23 de março, o jogo A Way Out tem uma característica pouco habitual: apenas pode ser jogado por dois jogadores, seja online ou em divisão de ecrã.

A história começa com dois reclusos que não se conhecem – Leo e Vincent. Nesta altura, cada jogador tem de escolher uma das personagens para controlar. A partir daí, é necessário criar "uma relação baseada em confiança, à medida que ambos procuram escapar da prisão". Este jogo de cooperação pode ser jogado com um amigo online ou então "no mesmo sofá" (através da divisão de ecrã). Todo o jogo é desenhado "exclusivamente para dois jogadores trabalharem em conjunto, independentemente da situação", explica o site Metacritic. Um dos exemplos mais claros dá-se durante as cutscenes: enquanto um jogador observa a cena, o outro pode controlar o seu personagem.

De igual forma, ao longo de todo o jogo, as tarefas a desempenhar implicam comunicação constante. Em determinados momentos, o ecrã dividido é mesmo substituído por uma tela única, em que os jogadores partilham o mesmo espaço de jogo. Conforme salienta o portal vg247, o que torna este título único é que a experiência de cooperação é obrigatória – "em vez de um parceiro controlado pelo computador, são necessários dois jogadores humanos para completar o jogo". Já o portal T3 fala numa "reinvenção dos jogos de cooperação".

O jogo foi criado pelo sueco Josef Fares que, em 2013, já havia publicado Brothers: A Tale of Two Sons. Neste título, encontramos já algumas semelhanças com A Way Out": a narrativa segue dois irmãos, na perspetiva de third person, que devem colaborar para conseguir avançar. Muito elogiado pela crítica, as boas reviews destacaram sobretudo a carga emocional da história. O realizador sueco já afirmou que este é o jogo que "sempre quis fazer" e que a mecânica colaborativa entre os jogadores é absolutamente essencial: "Neste jogo, os jogadores necessitam de estar presentes durante todo o tempo, a falar um com o outro e a estar 'no momento', salientou, citado pela Engadget. Em declarações ao site The Verge, o criador explicou ainda que esta dinâmica é importante para conseguir contactar com os gamers de forma diferente. "Quis fazer um jogo que forçasse os limites de que como contamos histórias", concluiu.