Academia IPStartupWeek #3: do universo das ideias ao mundo da prática

  

 

 

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Depois de um dia dedicado ao desenvolvimento de ideias de negócio, tempo para uma passagem pela praia da Figueirinha. Assim foi o terceiro dia do IPStartupWeek.

Bengalas costumizadas para cegos, sistemas de controlo de espécies invasoras, máquinas que transformam medicação em shots saudáveis ou chips que localizam objetos. Estas foram algumas das ideias de negócio que os participantes da IPStartupWeek defenderam em palco.  A apresentação destas e outras ideias de negócio foram o resultado da atividade “Ser Empreendedor por Um Dia” – iniciativa que ocupou a manhã e parte da tarde do terceiro dia da IPStartupWeek.

Até chegar à ideia final, os diferentes grupos passaram por um processo que envolveu um brainstorming, a seleção de ideias mais viáveis e a preparação de uma apresentação (elevator pitch) de 10 minutos, bem como um poster associado à “marca”.

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De acordo com a professora da Escola Superior de Ciências Empresarias que orientou esta atividade, Teresa Costa, o principal objetivo passou por “um pouco a brincar, ajudar a tomar consciência da importância de se ter uma atitude empreendedora – não só na vida profissional mas também enquanto estudante”.

Nesta fase das suas vidas, explicou Teresa Costa, os participantes da IPStartupWeek já necessitam de saber trabalhar em equipa, ser criativos, inovadores e despertos para resolver problemas. “Tudo isso são competências empreendedoras”, reforçou, tal como são as capacidades de comunicação e persuasão.

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Estas últimas foram, de resto, das mais desenvolvidas durante a atividade, destacou a docente: “durante o pitch e a sua preparação, reforçam-se competências de espírito crítico, capacidade de discussão, de síntese, organização e de defesa das ideias”. De igual forma, ao incluir um brainstorming e a criação de uma imagem, esta atividade assegurou também o desenolvimento de competências de trabalho de equipa.

Habitualmente, um elevator pitch tem uma duração mais curta – 1 a 3 minutos. Contudo, nesta atividade de cariz pedagógico, escolheu-se fazer um “pitch de elevador mais lento”, explica Teresa Costa. “Por ser um primeiro contacto com esta realidade, quisemos que todos tivessem tempo para falar, sem de ter cortar o discurso e sem se esconderem atrás de um líder”, explicou a professora.

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A atividade “Empreendedor por Um Dia” é já uma presença habitual no programa da IPStartupWeek e, para Teresa Costa, em todas as edições é vísivel o entusiasmo dos participantes. “Esse é um dado muito interessante, tendo em conta que são estas as atividades desenvolvidas, a um nivel mais complexo e exigente, durante o curso de licenciatura”.

Quanto às ideias dos participantes, a professora da ESCE do Politécnico de Setúbal considera que elas indiciam que estes jovens atentos aos desafios que se colocam à comunidade e à atualização dos mesmos. “Tivemos aqui propostas de solução para o problema dos incêndios, por exemplo – e um empreendedor deve ter a capacidade de encontrar soluções inovadoras para necessidades prementes da sociedade”.

Para o final da tarde, ficou reservada a viagem até à praia da Figueirinha, onde os cinquenta participantes da IPStartupWeek puderam mergulhar, com vista para a Serra da Arrábida. Pelo meio, tempo ainda para algumas dinâmicas de grupo, onde não faltaram momentos desportivos. 

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